Dia 01 Segunda-Feira

TRACC tem trabalhos e mesa-redonda no Congresso UFBA 2025

Das no dia 01 de Setembro de 2025 UFBA

O Congresso de Pesquisa, Ensino e Extensão da Universidade Federal da Bahia (UFBA) acontece de 1 a 5 de setembro e conta com apresentações orais, mesas e intervenções artísticas na sua programação. Este ano, quatro atividades de pesquisadores do TRACC fazem parte do evento.

No dia 2 de setembro, terça-feira (Auditório do INCT na FACOM), Taís Gonçalves, Giovanna Carneiro e Alexandre Souza, doutorandos pelo TRACC, propõem a Mesa-Redonda “Comunicação e racialidade no audiovisual: dimensões possíveis das subjetividades contemporâneas”. Segundo os autores, a proposta é “levantar o debate sobre quais são os desafios, possibilidades, limites e questões que envolvem as pesquisas em torno das discussões comunicacionais e étnicos-raciais na pós-graduação. A proposição será fundamentada a partir dos conceitos de audiovisuais em rede, de Juliana Gutmann (2021), e dispositivo de racialidade, de Sueli Carneiro (2023),  que trazem uma contribuição para entender os processos que marcam, conformam e disputam as subjetividades na contemporaneidade”. A mesa terá a mediação de Thiago Ferreira, pesquisador do TRACC.

Já no dia 3, quarta-feira (Sala 7B da FACOM), Matheus Vianna apresenta o trabalho “Territórios e afetos em trânsito: os retirantes e a imagem-força do sertão nordestino”, onde faz “uma articulação que busca dar conta dos modos de engajamentos afetivos (Grossberg, 2010) nos territórios, tanto físicos quanto simbólicos (Haesbaert, 2014), que formam o Nordeste”. Vianna se aprofunda na figura dos retirantes como um lugar de entrada no seu problema de pesquisa e trabalha “o sertão como um território de extrema importância, uma imagem-força (Albuquerque Jr, 2011), e buscamos agora compreender os deslocamentos de fuga, retorno e descoberta desse espaço”.

Dia 3 (Sala 7B da FACOM) é também a data de apresentação de Manuel Nieves, “Na Roda do Paredão: Redes, Disputa e Performance no Brasil e na Colombia”. O mestrando analisa “o fenômeno dos paredões de som em Salvador a partir do conceito de roda — entendida não apenas como um arranjo corporal ou estético, mas como um núcleo dinâmico que ativa territórios e torna visíveis redes culturais complexas. Essas redes envolvem desde técnicos de som, MCs e produtores até estúdios, canais de divulgação, comércio local e o próprio público. Nos paredões, a roda cria un cenario (TAYLOR, 2015), onde os participantes são chamados a interagir e se ‘ativar’. A aparente liberdade do ‘vale tudo’ é, na verdade, regulada por códigos internos — como o dito ‘o que é proibido todos já sabem’ —, revelando mecanismos sutis de autorregulação e negociação de conflitos.

Por fim, no dia 5, sexta-feira (Sala 6A da FACOM), Aíla Cardoso apresenta o trabalho “Contextualizando um jornalismo afro-diaspórico a partir do audiovisual: Fluxos audiovisuais do jornalismo negro no Brasil e nos Estados Unidos”. A doutoranda busca “contextualizar os fluxos audiovisuais entre o jornalismo negro brasileiro e a Black Press nos Estados Unidos, com o fito de compreender se há expressões específicas que possam ser definidas como um jornalismo afro-diaspórico”. Segundo ela, “pretende-se atualizar o conceito de Quilombismo (1980), de Abdias Nascimento, entendendo o jornalismo negro como uma expressão e dinâmica de organização quilombista na afro-diáspora. Na análise, será verificado como se configura o audiovisual do jornalismo negro desses países nas redes digitais, principalmente em ferramentas de vídeo”.

Mais detalhes sobre a programação estão no site do Congresso: https://congresso2025.ufba.br/