
O Centro de Pesquisa em Estudos Culturais e Transformações na Comunicação (TRACC), vinculado à Universidade Federal da Bahia (UFBA), participa de dois eventos acadêmicos realizados nesta semana em Salvador: a XVIII Conferência Internacional da Brazilian Studies Association (BRASA) e o Congresso UFBA 80 anos.
Na XVIII Conferência Internacional da Brazilian Studies Association (BRASA), o pesquisador Alexandre Souza apresenta o trabalho “Fugitividades Negras: A fuga enquanto projeto estético e político-afetivo no rap pandêmico”, integrando a mesa “Glissant como inspiração para os estudos brasileiros”. A apresentação acontece no dia 9 de julho, às 14h15, na Sala 15 do Pavilhão de Aulas Glauber Rocha, propondo uma reflexão sobre as fugitividades negras como estratégia estética, política e afetiva no contexto da produção cultural durante a pandemia.
Ainda na programação da BRASA, o TRACC integra a mesa dedicada aos estudos dos afetos, realizada no dia 8 de julho, às 14h, na Sala 29 do Pavilhão de Aulas Glauber Rocha. A atividade reúne os doutorandos do PósCom-UFBA Giovanna Carneiro (TRACC-UFBA), Marcelo Ricardo (GAS-UFBA), Taís Gonçalves (TRACC-UFBA) e a mestranda Pamela Ane (PEPA-UFBA).
A mesa propõe discutir como a noção de afetos contribui para compreender conflitos políticos e sociais, considerando sentimentos, valores, humores, paixões e lutas — como aquelas relacionadas à justiça social e às políticas de identidade — enquanto forças que mobilizam ações e transformações. A abordagem compreende os afetos como dimensões presentes nos encontros cotidianos, nas experiências vividas e nas afecções do corpo, configurando elementos fundamentais para a compreensão da vida social.
Também no dia 8 de julho, às 16h, o TRACC participa do Congresso UFBA 80 anos, com a mesa realizada na Sala 11 da Faculdade de Comunicação. A atividade reúne os doutorandos Aíla Omowale (TRACC-UFBA), Giovanna Carneiro (TRACC-UFBA), Marcelo Ricardo (GAS-UFBA) e Taís Gonçalves (TRACC-UFBA).
Nesta apresentação, os pesquisadores articulam comunicação e paisagens afetivas para compreender as relações entre afetos, engajamento político e territorialidades. O debate evidencia como as práticas de transformação dos territórios são atravessadas por disputas e lutas relacionadas às questões culturais de raça, memória, gênero, sexualidade e pertencimento no Brasil.